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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Preconceitos

Preconceito, desconfiança, intolerância, curiosidade, admiração ou apenas modismo. Estas são algumas considerações feitas sobre as tribos – grupos de jovens unidos por um estilo de música, objetivos, ideologias, isto é, alguma identidade em comum.

A expressão "tribo urbana" foi cunhada pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, que começou usá-la nos seus artigos a partir de 1985. A expressão ganhou força três anos depois com a publicação do seu livro Le temps des tribus: le déclin de l'individualisme dans les sociétés postmodernes.
Maffesoli destaca algo paradoxal nas tribos urbanas. Elas são instáveis e "abertas", podendo uma pessoa que participa delas "evoluir de uma tribo para a outra". Por outro lado, essas tribos alimentam um sentimento de exclusividade e um "conformismo estrito" entre seus participantes.

Hoje em dia, não é raro encontrarmos pelas ruas da cidade tribos de diversas particularidades, com sentimentos e atitudes culturais variadas. Uma das tribos mais recente e muito comentada nas escolas e faculdades são os EMOS. Grupos com características marcantes, compostos por jovens com feições tristes, trajes escuros, olhos pintados de preto e franjas caindo sobre os olhos. Chegaram ao Brasil em meados de 2003 sob a influência do estilo musical “emocore” – rock pesado com letras românticas.
Devido às características marcantes e atitudes inusitadas os jovens que fazem parte desta tribo sofrem com o preconceito, que freqüentemente são expostos.

O estudante Ricardo Bittencourt, 22 anos diz ter passado por humilhações pelo fato de ser Emo. “Estava no shopping com meus amigos também Emo, quando fomos abordados por dois homens aparentando ter entre 39 e 40 anos, que nos humilharam na praça de alimentação, aos gritos nos chamaram de gays, disserem que havíamos errado ao nascer e que éramos motivo de desgosto para nossos pais”, conta Ricardo.

“Senti-me humilhado, todos nos olharam, alguns com pena, outros com desconfiança e alguns até sendo favorável a situação, aproveitaram para dizer que somos jovens doentes”, acrescenta o estudante.

A psicóloga Márcia Chagas, esclarece que na sociedade em que vivemos, ser diferente gera preconceito, este sentimento pode ser visto como um entrave do desenvolvimento e do relacionamento da humanidade.
Para ela, é inadmissível aceitar atitudes e situações como as enfrentado pelo estudante Ricardo, porém é indiscutível sentir o preconceito e, somente é capaz de percebê-lo quem já passou por tal situação.

“Discrimina-se por quase tudo: pelo vestuário, pela linguagem, pela cor, pelo credo, pela posição social, etc. apesar de serem considerados depressivos, a maneira de se vestir ou cortar os cabelos pode ser uma forma de chamar a atenção sobre si, e nem sempre vem acompanhado de melancolia” esclarece.

“Tudo isto deveria ser diferente, afinal, vivemos em um pais onde a diversidade cultural é tão presente, que o surgimento dessas tribos deveria ser vistos com outros olhos, aceitar seria a palavra chave, quando isto acontecer, haverá um lugar onde as pessoas enfim poderão ser compreendidas e aceitas como seres comuns.” Conclui.

LISTA DE TRIBOS ESPELHADAS PELO MUNDO

Headbangers, Punks,Góticos, Headbangers, Rivetheads, Emos, Hippies, Grungers, Rappers, Pagodeiros, Clubbers, Skinheads, Surfistas, Otakus, Geeks, Regueiros, Rodados, Torcedor Organizado, Patricinhas, Playboys, Mauricinhos, Preppys, From UK, Basofes, Mitras/Chungas, Fashionistas

Atenciosamente Márcia Lima Socialista

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nome social

Por seis votos a quatro o projeto de lei que garante o direito de uso do nome social, ou no popular – ‘nome de guerra’, para fins de identidade de gênero, foi rejeitado pelos vereadores na última sessão da Câmara.O texto de autoria do vereador Breno Cortella (PT) permitiria a adoção legal do nome feminino por travestis e transexuais, mas que possuem nomes masculinos em seus documentos pessoais, em serviços de atendimento ao público em Araras. A decisão desagradou a classe e os poucos travestis presentes.
Márcia diz que a sociedade não quer dar o direito de usar o nome social por que se incomoda com a existência delas. "O uso do nome social é mais do que a sociedade quer dar para gente que é o que é previsto pela Constituição. O problema é que a gente incomoda, somos meninos vivendo no corpo de meninas, veja os gays não incomodam. Querem nos chamar pelo nome masculino para nos lembrar o tempo todo quem nós somos. Tinha que ser obrigatório por lei para sociedade ter noção de convivência e até para criar políticas públicas. A gente não quer ter que deixar de ser quem é para ter espaço na sociedade", finalizou ela que é pré-candidata a deputada federal nas eleições deste ano.


"Kassab assina decreto que permite nome social de travestis e transexuais" Uma das principais reivindicações da sociedade civil LGBT e das organizações que lutam pelos seus direitos foi atendida pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a utilização do nome social para travestis e transexuais em toda a administração municipal direta e indireta.

Coordenadoria da ONG

Em fevereiro de 2005 , o então Prefeito de São Paulo José Serra criou dentro da Secretaria Especial de Participação e Parcerias (que em sua estrutura Municipal agrega e administra certas Coordenadorias Municipais) a CADS - COORDENADORIA de ASSUNTOS da DIVERSIDADE SEXUAL , com o objetivo de formular e aplicar politicas publicas para a Comunidade LGBTT(Lésbicas, Gays, Bissexuais Travestis e Transexuais).
Naquela mesma época tinhamos o Fórum Municipal GLBTTT,que era composto de militantes inseridos nas 14 ONGS GLBTTTs existentes no Municipio Paulistano.
Na época a militante Marcia Lima era da Coordenadoria de Travestis e Transexuais da ONG - Instituto Ser Humano com sede na Zona Leste Paulistana na região do ARICANDUVA.
O Fórum Paulistano GLBTT,foi chamado pelo então primeiro Coordenador da CADS , o gay Celso Curi , para uma primeira reunião de construção do Conselho Paulistano GLBTT, durante a referida Reunião o coordenador CELSO CURI disse que a CADS tinha 3 cargos , o de Coordenador ocupado por ele , o de vice Coordenador ocupadp na época pelo gay Cassio Rodrigo e um terceiro cargo que estava vago e mantido congelado provisóriamente.
Então a militante Marcia Lima pediu a palavra e em sua fala enfatizou que o terceiro cargo por direito e dever deveria ser disponibilizado para uma militante TRAVESTI, o senhor Celso Curi naquele momento tomado por uma fúria repentina disse que aquela idéia era totalmente absurda e inviavel , deixando toda a militancia perplexa e surpresa , começava ali o primeiro embate entre o bloco de apoio a militante e TRAVESTI Marcia Lima eo o referido órgão Municipal.
Na outra semana digitei um oficio e encaminhei ao Secretario Municipal da Pasta na época o vereador Gilberto Natalini, pedindo a ele que a terceira vaga fosse preenchida por uma militante ou cidadã TRAVESTI.
Até hoje esperamos resposta deste ofício,é mole.
Durante estes anos de existencia da CADS amargamos apenas Gays , lésbicas e héteros contratados e trabalhando na CADAS ,
O resultado é que as Travestis e Transexuais estão sempre recebendo um péssimo atendimento por parte dos funcionários da tal Cads , e como não temos uma Travesti la no atendimento não se tem a quem reclamar , lamentavel .

Cads- coordenadoria de assuntos da Diversidade sexual
rua Libero Badaró , 119 sexto andar
No largo de São Francisco no centro da Capital Paulista.

Atenciosamente Marcia Lima.

Presidencia da Antra

Em Maio de 2005 participei do PRIMEIRO ENCONTRO DA REGIÂO SUDESTE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS que foi realizado no Município de CAMPINAS.
Na ocasião tive o primeiro contato com as militantes dos 4 ESTADOS da REGIÂO SUDESTE ( SÂO PAULO , RIO DE JANEIRO, MINAS GERAIS e ESPIRITO SANTO), bem como algumas militantes vindas de outros Estados do Brasil e do Movimento Nacional de Travestis e Transexuais como a então Presidenta da ANTRA - Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgênicos do Pais.
Uma das propostas que coloquei em parceria com a militante e Travesti de Campinas Denise , foi de Levar o Programa DST-AIDS para dentro dos Templos administrados pelas Mães de Santos Travestis e Transexuais dos 4 Estados, uma Transexual presente e conhecida como Mãe de Santo filha de Iansã estranhamente votou contra é mole , porém a maioria votou a favor e começou ali a primeira proposta de políticas publicas na questão DST-AIDS e Religiões de Matriz Afro administradas por Zeladoras Travestis e Transexuais da Região Sudeste.
Atenciosamente Márcia Lima Socialista.