Por seis votos a quatro o projeto de lei que garante o direito de uso do nome social, ou no popular – ‘nome de guerra’, para fins de identidade de gênero, foi rejeitado pelos vereadores na última sessão da Câmara.O texto de autoria do vereador Breno Cortella (PT) permitiria a adoção legal do nome feminino por travestis e transexuais, mas que possuem nomes masculinos em seus documentos pessoais, em serviços de atendimento ao público em Araras. A decisão desagradou a classe e os poucos travestis presentes.
Márcia diz que a sociedade não quer dar o direito de usar o nome social por que se incomoda com a existência delas. "O uso do nome social é mais do que a sociedade quer dar para gente que é o que é previsto pela Constituição. O problema é que a gente incomoda, somos meninos vivendo no corpo de meninas, veja os gays não incomodam. Querem nos chamar pelo nome masculino para nos lembrar o tempo todo quem nós somos. Tinha que ser obrigatório por lei para sociedade ter noção de convivência e até para criar políticas públicas. A gente não quer ter que deixar de ser quem é para ter espaço na sociedade", finalizou ela que é pré-candidata a deputada federal nas eleições deste ano.
"Kassab assina decreto que permite nome social de travestis e transexuais" Uma das principais reivindicações da sociedade civil LGBT e das organizações que lutam pelos seus direitos foi atendida pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a utilização do nome social para travestis e transexuais em toda a administração municipal direta e indireta.
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